segunda-feira, 11 de maio de 2009

Pensamentos de uma mente em curto

Passando pela rua, vi os correios. Tive uma vontade enorme de te enviar todas as cartas que lhe escrevi. Desisti no segundo seguinte, afinal de contas nem sei onde estão boa parte delas.
No ônibus havia em indivíduo ao meu lado com um terno de tecido áspero, aquilo roçava no meu braço e me incomodava profundamente. Acho que ele percebeu, acho também que meu incomodo agradava a ele.
O motorista é tão lerdo... é incrível como moro tão perto e tão longe de todos os lugares. De ônibus não moro menos de quarenta minutos de qualquer ponto da cidade. De táxi, nunca estou a menos de R$ 15,00. Queria ter tempo para me locomover a pé ou de bicicleta.
Fui ao show do Caetano ontem, assisti Hamlet anteontem. Muito bom ambos, mas parece que foi numa outra vida. O sono, o desanimo e essa prova estavam fora do meu programa de fim de semana. Prova... nem sei por onde começo.
Está passando jogo do Flamengo, ouço gritos a todo momento, o Cruzeiro [adversário] fez um gol. Não gosto nem desgosto, em MG sou Cruzeirense no RJ engrossei o caldo rubro negro recentemente. Não gosto de futebol, gosto de confraternizar.
Voltando as cartas, escrevi uma, meio longa, tem quatro dias isso. Tive vontade de escrever mais dez desde o minuto em que terminei-a. Passei toda a semana por sua portaria, umas vezes não tinha como escapar, outras tinha – mas não o quis. Desejei esbarrar contigo, mas esse complexo de ermitão da montanha não colabora nem a você me ver atravessar a rua. Te devo coisas, você também me deve, isso não nos faz quites, eu quero as minhas e vou cobrar. Amanhã eu cobro.